Apneia do Sono

Apneia do Sono — Clínica Dentária do Porto

Durante o sono os músculos responsáveis por manter as vias respiratórias permeáveis relaxam-se, a passagem de ar ao nível da faringe fica dificultada e , em consequência, os tecidos moles vibram produzindo-se o “ronco” que caracteriza o ressonar. Muitas vezes o fluxo reduzido de ar provoca uma baixa dos níveis de oxigénio no sangue; o cérebro alertado pela fraca oxigenação sanguínea responde com interrupções do sono, geralmente numerosas durante toda a noite.

Esta deficiência de oxigénio conduz a uma série de sintomas tais como hiper-sonolência e irritabilidade durante o dia, cansaço generalizado. Aumenta a probabilidade de contrair variadas doenças crónicas tais como hipertensão arterial, enfarte do miocárdio, trombo-embolismo e diabetes tipo II.

A hiper-sonolência diurna, a falta de memória, as dificuldades no desempenho, na concentração e no estado de ânimo são consequência da alteração do sono que afecta a vida pessoal, laboral e social. Além disso, associa-se a um acréscimo do risco de acidentes de trabalho ou de viação, por vezes trágicos.

Em muitos casos o médico dentista pode reduzir de forma importante este problema mediante a confecção de aparelhos especialmente desenhados para tratar esta patologia.

Sinais que costumam levantar a suspeita

Ressonar alto e todas as noites é o sinal mais conhecido, mas não é o mais revelador. O que mais faz suspeitar são as pausas na respiração durante o sono, quase sempre notadas por quem dorme ao lado e não pela própria pessoa; acordar com a sensação de não se ter descansado, por mais horas que se tenha dormido; a dor de cabeça matinal; e a sonolência diurna descrita acima, aquela que aparece a ler, a ver televisão ou, com consequências bem mais graves, ao volante. Nenhum destes sinais faz o diagnóstico sozinho — em conjunto, justificam que o assunto seja levado a sério.

O que compete ao médico dentista, e o que não compete

Convém dizê-lo com clareza: o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono não é dentário. Faz-se com um estudo do sono pedido e interpretado pelo médico que acompanha o caso, e é esse estudo que estabelece a gravidade e o tratamento indicado. O que a medicina dentária traz é uma das opções de tratamento — o aparelho intra-oral referido acima — e essa opção não serve todos os casos. A avaliação que aqui se faz é outra: saber se a boca reúne condições para o usar, ou seja, dentes em número e em estado suficientes para o suportar, gengivas saudáveis e uma articulação têmporo-mandibular que tolere a posição.

Como funciona o aparelho

É um aparelho feito à medida, usado apenas durante a noite, que mantém a mandíbula ligeiramente avançada em relação à posição de repouso. Ao avançar a mandíbula avança com ela a base da língua, e o espaço da faringe que se estreitava durante o sono fica menos colapsável — actua, portanto, sobre a mecânica descrita no início desta página. Faz-se a partir de moldes das duas arcadas, exige um período de adaptação de algumas semanas e é reajustado durante esse período. Depois disso é reavaliado periodicamente, tanto quanto ao efeito sobre o sono como quanto à mordida, que pode alterar-se com o uso prolongado.

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