Cirurgia Oral

Esta especialidade é responsável por todos os actos cirúrgicos relacionados com as extracções de dentes que apresentem impossibilidade de manutenção na cavidade oral, nomeadamente dentes com cáries muito extensas e não susceptíveis de restauração, dentes sem suporte ósseo, dentes inclusos, entre outros.
É também responsabilidade da Cirurgia Oral, o diagnóstico de lesões dos tecidos duros e moles da região da cabeça e do pescoço, como sejam os quistos ou tumores, que tenham envolvimento com as estruturas orais.
Um dos problemas que surgem com frequência na consulta médico-dentária são os dentes inclusos, sendo os dentes do siso os mais susceptíveis de não erupcionar, ficando deste modo inclusos. Estes dentes podem originar complicações várias, tais como:
– Cáries dentárias nos dentes vizinhos
– Alterações da sensibilidade
– Quistos e tumores
– Inflamação das mucosas
– Apinhamento dentário
Antes da intervenção
Uma cirurgia oral começa sempre por um estudo: observação, avaliação da posição do dente ou da lesão e, quase sempre, uma radiografia — a ortopantomografia é o exame que mostra a relação de um siso incluso com o nervo dentário inferior ou com o seio maxilar, e é essa relação que determina a técnica. É também nesta fase que interessa saber o que a pessoa toma e de que sofre: anticoagulantes e antiagregantes, diabetes, doenças cardíacas, tratamentos com bifosfonatos ou radioterapia da cabeça e do pescoço não impedem uma cirurgia, mas mudam a preparação — e nenhuma medicação habitual deve ser suspendida por iniciativa própria.
Como decorre
A esmagadora maioria destas intervenções faz-se em ambulatório, sob anestesia local, e a pessoa sai pelo seu pé. Consoante o caso, pode ser necessário levantar um retalho de gengiva, remover uma pequena porção de osso ou dividir o dente em fragmentos para o retirar sem forçar o que está à volta; a ferida é depois suturada, com pontos que se removem cerca de uma semana mais tarde ou que se reabsorvem sozinhos. O tempo em cadeira é habitualmente inferior ao que a expectativa antecipa, e uma intervenção planeada com calma é sempre preferível a uma urgência sobre uma infecção já instalada.
Nos dias seguintes
Inchaço e algum desconforto nas primeiras quarenta e oito horas fazem parte da cicatrização normal, e o frio aplicado no exterior no primeiro dia ajuda a contê-los. Nesse período convém preferir alimentos moles e frios, não bochechar com força, não fumar e não fazer esforço físico intenso — são estes gestos, e não a extracção em si, que estão por trás da maior parte das complicações. Sangramento que não pára com compressão, dor que aumenta ao terceiro ou quarto dia em vez de diminuir, febre ou dificuldade em abrir a boca são motivo para nos contactar em vez de esperar pela consulta de controlo.
Caso pretenda alguma informação adicional ou deseje marcar uma consulta, por favor entre em contacto connosco.