Endodontia

Endodontia — Clínica Dentária do Porto

Em situações em que o dente se encontra muito destruído por cárie dentária, fracturas, traumatismos ou desgaste acentuado e em que há comprometimento da polpa (tecido que contém o nervo e vasos sanguíneos do dente), é necessário desvitalizá-lo, para que possa ser mantido na cavidade oral. A desvitalização consiste na eliminação da polpa (nervo) do interior da câmara pulpar e dos canais radiculares e, posteriormente, no selamento destes de forma hermética com material sólido que evite futuras complicações, permitindo assim manter o dente a ocupar o seu espaço e a sua função.

Quando é preciso desvitalizar um dente

Nem toda a dor de dentes leva a uma desvitalização, mas há sinais que a tornam provável: dor espontânea, que aparece sem estímulo e agrava à noite; sensibilidade ao frio ou ao calor que se mantém depois de o estímulo desaparecer; dor ao morder num dente em concreto; um dente que escureceu depois de um traumatismo; inchaço da gengiva junto à raiz ou uma pequena fístula por onde drena pus. Existe também o caso oposto — uma polpa que perde vitalidade sem dor nenhuma e só é descoberta numa radiografia de rotina —, e é uma das razões pelas quais vale a pena a consulta periódica.

Como decorre o tratamento

O tratamento faz-se sob anestesia local e com o dente isolado do resto da boca por um dique de borracha, que impede a saliva de contaminar os canais. Abre-se um acesso pela face de mastigação ou pela face interior do dente, remove-se o conteúdo da câmara e dos canais, mede-se o comprimento de cada canal, limpa-se e desinfecta-se por instrumentação e irrigação e, quando o canal está seco e sem sintomas, sela-se de forma hermética. Consoante o dente — um incisivo tem tipicamente um canal, um molar tem três ou quatro — e consoante o estado em que chega, pode fazer-se numa só sessão ou em duas, com uma medicação intermédia entre elas. Radiografias em vários momentos confirmam o trajecto e o selamento.

Depois do tratamento

É normal algum desconforto ao morder durante alguns dias, que cede com a analgesia habitual; dor forte ou crescente deve ser comunicada. O ponto que mais vezes se subestima é o que vem a seguir: um dente desvitalizado perdeu estrutura e ficou mais frágil, pelo que a restauração definitiva — e, nos dentes de trás, muitas vezes uma coroa — faz parte do tratamento e não é um extra adiável. Fracturas em dentes que ficaram anos com uma restauração provisória são uma causa evitável de extracção. Feita a restauração, o dente escova-se e usa-se como qualquer outro e é reavaliado nas consultas de controlo.

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