Oclusão

Oclusão — Clínica Dentária do Porto

A oclusão dentária não é mais que a forma como os seus dentes , maxilares e mandibulares, se relacionam entre si. A má-oclusão dentária pode levar à disfunção têmporo-mandibular. No sentido amplo é uma afecção resultante do funcionamento anormal da musculatura da mastigação, da articulação têmporo-mandibular (ATM), estruturas associadas ou ambas na região buco-facial ou cervical. Pode provocar dores de cabeça ou pescoço, ruídos articulares (estalidos), zumbidos no ouvido, bloqueio ao abrir ou fechar a boca, limitação de abertura bucal, desgaste nos dentes e dificuldades na mastigação. Pode condicionar alterações psicossomáticas do indivíduo reduzindo a sua qualidade de vida. Em todas as nossas reabilitações temos como objectivo restabelecer uma oclusão ideal.

Sinais que levam a estudar a oclusão

– Ruídos na articulação ao abrir ou fechar a boca, com ou sem dor;
– Dores de cabeça ao acordar e dor nos músculos da face, do pescoço ou dos ombros;
– Cansaço ou aperto ao mastigar e dificuldade em abrir a boca por completo;
– Desgaste visível dos bordos dos dentes e fracturas repetidas de restaurações;
– Dentes sensíveis sem cárie que o explique;
– Uma mordida que passou a fechar de maneira diferente depois de uma restauração, de uma prótese ou de uma extracção.

Como se estuda

O estudo da oclusão não começa pelos dentes, começa pela história: há quanto tempo, a que horas, o que agrava e o que alivia, se houve traumatismo, tratamento ortodôntico, períodos de tensão ou alterações do sono. Segue-se o exame da articulação e dos músculos, a observação dos contactos entre os dentes em fecho e nos movimentos laterais, o registo dos desgastes e, quando é necessário, radiografias e modelos das arcadas montados de modo a reproduzir os movimentos da mandíbula. É isso que permite distinguir uma sobrecarga muscular de um problema da própria articulação, e um desgaste antigo já estabilizado de um que continua a progredir.

O que se pode fazer

As medidas mais simples costumam ser as primeiras: reconhecer e desfazer o hábito de apertar os dentes durante o dia, corrigir contactos prematuros e, quando há bruxismo nocturno, usar uma goteira feita à medida que protege os dentes e reduz a carga sobre a articulação. Se faltam dentes, ou se restaurações e próteses alteraram a forma de fechar, a correcção passa por devolver a essas peças a altura e a forma que lhes competem — é aqui que a oclusão se cruza com a prótese e com a reabilitação, e é a razão pela qual um caso de reabilitação extensa começa por um estudo oclusal e não pelo primeiro dente a tratar.

Caso pretenda alguma informação adicional ou deseje marcar uma consulta, por favor entre em contacto connosco.

Ver todos os serviços